Feed Artigos Comentários

Artigos Falcão Peregrino em 25 Nov 2007

Pai, responsável pela secretaria, Conselheiro Fiscal e agora Chefe …

MangGilsonNoCafe - Mang faz pose sem perder o Café

Desde abril de 2006, quando minha família ingressou no G. E. Falcão Peregrino, nossa vida mudou. Mudou para melhor…

Novos e grandes amigos, novas experiências, novos desafios, novos compromissos e uma nova família.
Sim, nova família, pois é assim que eu considero o Falcão, uma grande família, onde compartilhamos bons e maus momentos.

Quem dera eu ter podido entrar no escotismo com lobo e ter passado por todos os ramos, quem dera eu ter conseguido entrar nessa família muito tempo antes. Cada sábado, cada atividade, cada acantô, para mim e minha família, é um grande prazer.

Quando da minha investidura como Chefe, na Trilha de Especialidades que ocorreu no Parque Villa Lobos (lugar peculiar… Villa LOBOS), a Ikki me disse: “O escotismo a cada dia se embrenha mais em você, te toma conta como se fosse um vírus (do bem), a cada dia você se apaixonará mais pelo escotismo”. Dito e feito.
Não me canso de dizer, fui tão bem recebido pela chefia da Alcatéia, que parece que os conheço a muitos e muitos anos.

O orgulho que tenho de falar que sou escotista, de divulgar o escotismo, de usar o uniforme é cada dia maior. Usar o lenço do Falcão, admirado por muitos, é um grande.

A cada dia me espelho nos velhos (experientes) e sábios lobos, Won-tolla, Akelá, Pallamin, e outros…, para que um dia possa, como velho lobo, também ser espelho para muitos.

O Melhor Possível,

Chefe Mang
(Gilson Mendes)

Entrevistas Falcão Peregrino em 24 Nov 2007

Neide Setsuko, de mãe a Mãe

Seu nome é “Neide Setsuko Ogata Oshiro”, a senhora do Grande Castelo!

Executiva, Educadora, Pianista e Mãe, ao ser convidada para compartilhar suas impressões de como é ser uma “mãe-falcão”, Neide nos surpreende e propõem: “muito bem, eu falo e você vai escrevendo, tá?” As idéias brotam numa velocidade espantosa, tão rápido que mal conseguimos fazer a caneta acompanhar.

Espontânea e emocionada nos conta aos borbotões suas idéias e seus ideais mas, sobretudo, que, por opção, há três anos voltou a ser mãe em tempo integral.

Em breve estaremos publicando a íntegrada dessa intrigante reportagem.

Artigos Falcão Peregrino em 15 Nov 2007

… enquanto o Mal de Alzheimer não apaga

Testamento

do livro “Doença de Alzheimer - Vivências e Cuidados
de Lilian Alicke

Junto com meu testamento, no qual lego a meus filhos e amigos a minha vontade de viver e meu amor a Deus e a toda a criação, faço um pedido: se, por ventura, no meu cérebro a senilidade penetrar sorrateiramente, a demência se infiltrar inesperadamente e o esquecimento, a falta de lucidez e a confusão se intalarem, por favor, lembrem que:

. eventualmente, ainda tenho uma vaga idéia de minha identidade;
. gosto de ser chamada pelo meu nome, aquele que meus pais me deram;
. posso ainda saber onde estou e com quem estou;
. posso estar gostando ou não de onde estou e com quem estou;
. faço ainda questão de usar aquele tipo de sapato que toda a minha vida usei;
. gosto ainda de usar a roupa ao estilo que sempre preferi;
. a roupa dos outros colocada em mim me entristece;
. a falta de atenção em me ajudar na higiene pessoal me traz ansiedade;
. a comida de um estilo que não conheço não me apetece;
. as fraldas que vez em quando me incomodam e me deixam envergonhada;
. gostaria, às vezes, de caminhar para espairecer e ver a natureza;
. receber uma palavrinha me faz lembrar que sou gente;
. receber visitas me diz que ainda pertence;
. receber um abraço e um beijo me diz que alguém ainda tem afeto por mim;
. a falta de sono não é proposital, nem intencional;
. a falta de interesse está além do meu controle;
. minha falta de jeito é inexplicável para mim mesma;
. o esquecimento me deixa traumatizada;
. tenho dores que às vezes não posso contar;
. nem sempre o que me fazem fazer é o que eu gostaria de estar fazendo;
. meu olhar vago não reflete o que sinto;
. e se não dou um abraço é porque os meus braços não me obedecem mais;
. se não dou um beijo é porque meus lábios não sabem mais o que fazer;
. se não te digo que valorizo sua dedicação e seu amor é porque a ponte se partiu e perdi o caminho que me levaria a compartilhar meus sentimentos com você.

UM SER HUMANO QUE ENVELHECE …

Entrevistas Falcão Peregrino em 15 Nov 2007

Tazuko Moribayashi, uma voluntária do Amor

Tazuko2007a - Tazuko Moribayashi uma jovem de qualquer idade

Tazuko2007b - Tazuko Moribayashi junto as bananeira

Entrevistas Falcão Peregrino em 15 Nov 2007

Irmã Kumoda, uma vida na Caridade

Irmã Kumoda recebe Falcões - Moti da Amizade 2007 no Ikoi-no-Sono

Irmã Kumoda, Matsuyo Misumi, Tokiko Sakaya e Takeshi Misumi san

Irmã Kumoda, 10 anos de testemunho de fé, amor, energia e dedicação aos idosos do Ikoi-no-Sono

por Mestre Renato Silva

Ao vermos aquela figura pequena e saltitante somos logo tomados pela admiração. Conversar com Irmã Kumoda é descobrir uma nova emoção a cada palavra e uma lição de vida.

Entrevistamos a Irmã Kumoda durante nossa visita ao Ikoi-no-Sono. No princípio tímida, aos poucos seu sorriso suave e espontâneo foi se ampliando e ela afinal nos revelou um pouquinho de sua vida e muito de sua profunda espiritualidade e amor a Deus.

Nos últimos 10 anos Irmã Kumoda dedicou-se inteiramente aos idosos. É sua forma de testemunhar o amor de Deus e realizar sua missão.

Os primeiros passos …

Nascida no Japão de uma família Budista, Irmã Kumoda converteu-se ao Cristianismo aos 20 anos, quando foi batizada.
Entrou para ordem Cáritas de irmãs católicas e veio para o Brasil no terceiro grupo ( A Cáritas chegou ao País em 1935 ).

Está no Brasil há 38 anos, tendo no início trabalhado em escolas mantidas pela Cáritas e agora no Ikoi-no-Sono.

Sobre seu começo aqui nos conta que foi difícil. As diferenças culturais eram enormes, a língua desconhecida e a comida de sabor estranho foram desafios superados com tempo e muita fé.

Hoje vive feliz por poder, mais do que ajudar, trazer alegria a idosos que sofreram ao deixar sua terra natal pensando no dia de um retorno que nunca ocorreu. Pessoas que viveram momentos muito difíceis de reclusão forçada durante a Segunda Guerra. Imigrantes que superaram dificuldades enormes ao longo de suas vidas, venceram mas agora necessitam de ajuda na última etapa de suas vidas.

Como vê o Brasil, Irmã?

” É um ótimo País para se viver … agora contente …”
“… o povo é espontâneo, muito alegre e abre seu coração sem muitas reservas … “

Pedímos: conte-nos uma história marcante desses seus 10 anos com os idosos!

Com a paz e a tranquilidade que só os que tem Fé podem transmitir ela nos conta que, frequentemente, ao perceber que a hora da morte se aproxima alguém a chama para dizer tchau. Nesse momento eles costumam lhe agradecer por terem sido preparados para partir a caminho de Deus, acreditando numa outra vida junto ao Senhor. É comum também os internos lhe dizerem que esperam em breve poder recebê-la no outro lado na alegria de Deus.

Como é o Jardim São Francisco?

“É diferente de um hospital onde se trata somente o corpo. As famílias costumam agradecer porque no Jardim os idosos recebem atenção completa e são atendidos em suas necessidas físicas e espirituais.”

Ela nos mostra a agenda colocada na entrada do refeitório e comenta com entusiasmo que todas as semanas recebem a visita de entidades que trazem atividades que buscam oferecer uma qualidade de vida melhor aos internos.

Ressalta com humildade que, apesar do trabalho diário ser coordenado pelas irmãs da Cáritas, um ordem católica, o Ikoi-no-Sono não discrimina crenças individuais nem nível social ou cultural. Por isso recebem apoio de inúmeros voluntários, de empresas e das mais diversas religiões. “Não somos excludentes pois Deus é um só”, nos diz.

Uma das atividades mais esperadas pelos internos é o dia do “shopping”. Nesse dia eles podem usar suas economias para fazer pequenas compras nas diversas lojinhas instaladas no “salão comercial”. É um dia em que eles exercem livremente sua cidadania e auto-determinação. Por isso gostam tanto.

E o Moti da Amizade?…

O Moti é um símbolo de vida, por isso é gostoso comer.
No início são os grãos de arroz dispersos, desunidos,
depois vem a etapa do sacrifício e os grãos são então cozidos,
em seguida levados a se unirem pelo trabalho no pilão onde tornam-se uma massa só
por fim transformam-se no símbolo da União ao transformarem-se nos bolinhos.
UMA VERDADEIRA METÁFORA DA VIDA como bem deve ser vivida.

Quando perguntou aos idosos sobre o que acharam do dia, todos agradeceram pelas atividades do dia e pelo gostoso moti.

Para encerrar, Irmã Kumoda, uma palavra…

“… cuidar bem das pessoas e agradecer a vida de cada dia!”

Irmã Kumoda entrevistada pelos Falcões - Moti da Amizade 2007 no Ikoi-no-Sono

Renato Silva, Irmã Kumoda, Matsuyo Misumi, Tokiko Sakaya e Takeshi Misumi san

Depoimentos Falcão Peregrino em 23 Out 2007

Reflexões de um Akelá

por: George Hirata

Olá companheiros,

no sábado, quando retornava da Trilha de Especialidades no Parque Vila Lobos, participei involuntariamente de uma colisão com vítimas. Estavamos em meu carro eu e meu filho Erik, trafegando na Av. Jaguaré, no lado esquerdo da pista, quando fomos atingidos por um “ovni”.

Sentimos o tranco, mas não conseguimos identificar o que era.
Estacionei o carro logo em seguida e percebi que a lateral do carro estava toda amassada e meu retrovisor esquerdo estava todo destruído.

Retornei alguns metros para ver o que havia acontecido encontrado uma senhora e um rapaz estendidos no chão, ao lado de uma moto bastante danificada.

Ambas as vítimas gemiam muito de dor. Apenas a senhora apresentava sérias escoriações e sofria alguns sangramentos. Fiquei tranqüilo pois aprendi, desde a época em que fui sênior do Kuma, que quando as vítimas estão gemendo é porque estão bem.

Como a minha esposa e filha vinham logo atrás em nosso outro carro, consegui que ela levasse o Erik para casa para que eu pudesse prestar os devidos atendimentos.

Presenciei a ação de algumas pessoas que considero enviadas por D´us. Uma jovem postou-se ao lado do motoqueiro e permaneceu o tempo todo segurando-lhe as mãos, conversando e inclusive ligando para seus familiares.

Uma senhora ficou o tempo todo incentivando e mantendo a senhora acordada, mesmo depois de chegarem seu marido e seu filho.

Consegui que um farmacêutico de uma farmácia local, embora apavorado com a situação, viesse me ajudar a prestar socorro à senhora, na tentativa de estancar os sangramentos.

Não foi necessário. Uma ambulância da SAMUS chegou com duas enfermeiras-socorristas. Atendemos primeiro a senhora. Logo em seguida, chegou uma unidade de resgate dos bombeiros que socorreu o rapaz.

Diante dessa situação, procurei manter a calma e estava tentando entender a situação: afinal, em menos de dois meses, era o segundo automóvel de casa que sofria colisão, do mesmo lado do motorista.

Refleti durante todo o domingo e cheguei a algumas conclusões que considero úteis ao escotismo:

Estar uniformizado fez uma grande diferença. A população que estava presente me respeitou. As enfermeiras solicitaram a minha colaboração. Os bombeiros pediram a todos que se afastassem do local mantendo apenas a minha pessoa.
Quando chegaram os polícias militares, eles me cumprimentaram como se eu fosse um colega. Conversaram comigo, me orientaram e lamentaram o ocorrido. Enquanto aguardava na delegacia que eles fossem ao hospital universitário recolher a documentação dos envolvidos, recebia os cumprimentos de todos os policiais que chegavam com alguma vítima. Senti a importância de pertencer ao movimento escoteiro.
Enfim, recebi um atendimento diferenciado e participei do socorro das vítimas. Graças a D´us, eu e minha família nada sofremos. Sempre podemos pensar que poderia ter sido pior!

É muito bom ser escoteiro e usar o nosso uniforme!!! Pensem nisso!

Sempre Alerta Para Servir,

Akelá George Hirata

Relatos Falcão Peregrino em 20 Out 2007

Feriado da Raquel

AmigoVelho3 - GE Amigo Velho

A convite da chefia da Tropa Sênior-Guia (sim, as tropas deles são mistas) do Grupo Escoteiro do Mar Amigo Velho, de Curitiba, fui fazer uma jornada de tropa com eles. Éramos em 21 pessoas (16 sêniores e guias, 3 chefes e 2 pioneiras). O objetivo deles era promover a integração da tropa (eles fazem esta jornada a cada 2 ou 3 anos, uma jornada para cada geração) e o meu era pegar as dicas de um novo local de atividade para nosso grupo.

O PERCURSO

Nossa jornada (ou melhor, acampamento volante), começou em Cananéia, na sexta-feira cedinho, de onde partimos de barco para a Ilha do Cardoso. Lá, atravessamos a ilha e caminhamos alguns quilômetros para pegar um barco até a ilha de Saragói. Lá, caminhamos o dia inteiro (enfrentando marés baixas e altas) até chegarmos à casa do seu Antônio e da dona Jandira, onde dormiríamos (pelas nossas contas foram uns 15 km).

Lá, fizemos uma atividade de reflexão sobre valores e, depois, separados por sexo, uma atividade de integração, amizade e cumplicidade. Os meninos foram com os chefes deles e as guias comigo e com as pioneiras. Foi um momento muito especial. Estávamos completamente no escuro (lua nova), em uma praia deserta. Nós, as mulheres, neste quesito, fomos abençoadas: abriu-se uma nuvem bem em cima de nós e ficamos ali, sob um manto de estrelas. Depois de um fogo de conselho informal, em que todo mundo improvisava músicas, fomos dormir (sim, tenho novas músicas para nosso repertório).

AmigoVelho2 - Jornada do GE Amigo Velho

No outro dia, caminhamos cerca de 35 km, debaixo de sol, até a Vila de Saragói, onde dormiríamos em um camping. Caminhávamos por uma hora e parávamos 15 minutos para descansar (estava MUITO quente). Sim, teve momentos em que eu me perguntei que raios eu estava fazendo ali. Nessas horas, eu me lembrava de que minha mochila da jornada era muito mais leve do que minha mochila de equipamentos que eu carregava todos os dias no Jamboree, então digamos que eu voltava a sorrir rapidamente.

;-) Duas paradas foram especiais: numa, com o sol a pino, encontramos um filhotinho de foca. Na outra, de tardezinha, tomamos banho de mar.

Chegar à vila foi um alívio. No fim do dia, depois do banho de mar, resolveu chover e, para ajudar, tivemos que atravessar uma lagoa. Ou seja, estávamos encharcados, cansados e fedorentos. No sábado, então, finalmente, pudemos tomar banho, ir a um banheiro de verdade, e comer comida. No outro dia, acordamos, tomamos café e pegamos um barco para Paranaguá e, de lá, voltamos todos para Curitiba. De Curitiba, eu voltei para Sampa.

SALDO

AmigoVelho4 - O Pôr-do-Sol com o Amigo Velho

Eu nunca havia acampado, como chefe-convidada, sozinha com outro grupo. Foi muito interessante. Aprendi novas canções, novos sinais manuais de formação e, óbvio, por ser um grupo do mar, jargões marinheiros…

Fiquei admirada como a tropa deles é extrovertida, divertida, cheia de iniciativa e acolhedora! É uma tropinha feliz, como diz o Joca, meu amigo e assistente da Tropa Sênior-Guia do Amigo Velho. O simples fato de ser uma tropa mista já é MUITO bacana e dá para ver uma grande diferença com tropas de um único sexo. A característica mais óbvia é que as meninas são menos frescas e os meninos são mais sensíveis (no bom sentido). E outra: eles realmente são amigos. As patrulhas são mais unidas e eles não perdem tempo: dividem as tarefas e cada um faz a sua parte. Ao mesmo tempo, eles não param de brincar, de conversar e… por mais que haja o grupinho favorito de amigos de cada um, eles realmente são enturmados. Não há panelinhas. Realmente me senti privilegiada de ter compartilhado esses momentos com eles.

Além disso, foi a primeira vez que integrei meu trabalho ao escotismo de forma tão… harmônica! (risos) Todas as reportagens que tenho feito sobre corrida me ajudaram muito nesta viagem: usei a auto-massagem para pernas e pés; fiz treinamento mental e estabeleci pequenas metas para “sobreviver” ao sol a pino batendo na areia e refletindo em mim; usei tudo o que aprendi sobre impacto e corrida em diferentes tipos de terreno e dei graças por ter as camisetas termo-regulatórias da Running Show… foi fantástico! Jornalismo de corrida também é cultura.

AmigoVelho1 - Jornada Náutica do GE Amigo Velho

Ah, sim, voltando…. peguei as dicas de caminhadas por lá. E recomendo!

Apesar de ser 99% do tempo uma simples (mas bem selvagem) caminhada na areia da praia (ou seja, no plano), é justamente por essa simplicidade que podemos explorar temas como superação de limites, espiritualidade, valores, diferentes culturas e realidades, miséria (a pobreza dos pescadores é de cortar o coração), altruísmo e promover uma maior integração entre a a tropa ou patrulha. Há a possibilidade de fazer caminhadas mais curtas também, na Ilha do Cardoso e em Iguape (onde fiz meu acampamento volante de guia).

Para agradecer a amizade e a acolhida, deixei pacotinhos com distintivos e chaveiros do nosso grupo para a chefia. E quando quiserem fazer alguma atividade (inclusive náutica) com um grupo do mar, eles estão super-abertos.

Mais imagens vocês encontram em Fotos da Raquel

Depoimentos Falcão Peregrino em 28 Set 2003

Falcões, Peregrinos do Amor

“Não resisti! As lágrimas já escorriam pelo meu rosto. Levei minha mão direita, tapando minha boca. Comecei a chorar copiosamente. Um senhor veio corrento junto de minha cadeira de rodas. Agachou-se ao meu lado. Amavelmente, perguntou o que estava acontecendo. Disse-lhe que durante trinta e cinco anos cantei em corais. Naquele momento estava revivendo meu passado de glórias.
Não conseguia parar de chorar; meu coração arfava. De alegria, de tristeza, de tudo!
Gentirmente o senhor empurrou minha cadeira de rodas até perto do pessoal que cantava.
Colocou-me diante daquelas senhoras, homens e jovens do coral.
Cantavam melodiosamente as músicas que durante muitos anos cantei. Aka Tombo, Nanatsu no Ko, Riu Shu e tantas outras.
E, eu solfejando todas as músicas nitidamente guardadas em minha memória. Parecia que estava regendo aquele maravilhoso grupo de Cantores do Amor, acompanhado pelos sons melodiosos do violão dedilhado poe aquele Gaijin-san.
Sim, aquel Gaijin-san, metade do rosto coberto pela barba que, no ano passado levei até meu quarto e lhe mostrei o meu velho kotoo que não consigo mais tocar.
Conversamos. Não em Japonês que ele não entende, nem em Português que eu pouco entendo. Conversamos através da alegria nos olhos, do sorriso na boca. Quão amável aquele Gaijin-san ( Maestro Clovis Moreno)!
Terminaram de cantar. Despedem-se de nós, internos do Ikoi-no-Sono. Lentamente vão saindo do salão onde se apresentaram. Parece que não querem ir embora. Que querem ficar conosco. Mas, têm que ir. Deixam consosco um pouco da alegria, do amor, da solidariedade. Levam com eles um pouco da nossa solidão, da nossa dor, da nossa tristeza.
Por favor, Peregrinos do Amor, voltem novamente! Estaremos esperando ansiosamente.
Para ver o Motitsuki da Amizade e ouvir o Coral do Amor.”

coletado por: Takeshi Misumi

Artigos Falcão Peregrino em 17 Abr 1989

O nascer dos Falcões

No outono de 1982…

falcaoLogo - Logo dos Falcões

no dia 17 de abril, uma avezinha começava a ser identificada enquanto ensaiava seus primeiros vôos.
Dando aqueles primeiros razantes já mostrava seu porte inconfundível e revelava-se: era um falcão. E que falcão!
Um FALCÃO PEREGRINO!

Sejam bem-vindos, portanto, ao Grito do Falcão.

Abram suas asas e alcem vôo junto conosco, apresentem suas idéias, comentem nossos artigos e experimentem a magnífica aventura do Escotismo.

Um Mundo, uma Promessa.

Grupo Escoteiro Falcão Peregrino 20 SP
O Blog do Falcão

vooPeregrino - O voo do Peregrino